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No Dia D, o Brasil não escolhe o melhor

O Brasil volta às urnas, neste domingo (30/10), para escolher seu presidente, numa eleição de segundo turno, sem a mínima chance de eleger o melhor.

As duas opções colocadas à disposição do eleitor representam o mais do mesmo.

Lula, apontado pelas pesquisas como o favorito, mas por uma margem apertada – portanto, insegura – é um café requentado.

Com certeza, já deu tudo o que poderia nos dois mandatos presidenciais e ao longo de mais de 40 anos de intensa militância partidária e política.

Não passa de uma raposa política envelhecida, como as tantas que combateu energicamente ao longo de sua trajetória.

Pouco ou quase nada há de se esperar dele em um eventual terceiro mandato no Palácio do Planalto além de procurar acertar as contas com seus desafetos.

No momento, sua missão política resume-se, apenas, a um único e exclusivo objetivo: apear o presidente Jair Bolsonaro, que vem a todo custo procurando se equilibrar na corda bamba para não cair do poder.

A campanha do segundo turno chegou ao fim sem o ex-presidente explicar por que o governo petista foi tão corrupto, sobretudo em seus dois mandatos.

Não reconheceu as tramoias dos companheiros e aliados nem sinalizou se pretende impedi-las, em uma eventual volta ao poder.

O presidente Bolsonaro concorre ao segundo mandato carregando um fardo que, em grande parte, ele mesmo pôs sobre seus ombros, através de sua língua sem freio e de atitudes absolutamente incompatíveis com a postura de um chefe de estado.

Não foi apresentado um projeto de Brasil. Os finalistas da campanha presidencial nada mostraram de promissor para o futuro do país.

Ocuparam-se apenas do exercício da bala trocada, com ataques mútuos indefensáveis.

Diante disso, não há como antever se o Brasil passará por alguma mudança significativa com a eleição de algum deles. O mais provável é que continue daqui para pior.

Lula é uma promessa real de vindita e Bolsonaro uma certeza de que continuará governando o país com seu espírito beligerante.

Mas o eleitor quis assim. Não pode reclamar das opções que tem nem do que virá.

1 Comment

  1. Parabéns pela sempre sóbria e racional análise dos fatos políticos nacionais, poeta!

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