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As memórias de Nazareno Araújo

Contei, na semana passada, quando do falecimento do ex-deputado Nazareno Araújo, que ele estava escrevendo um livro de memórias.

No começo deste ano, recebi uma ligação telefônica dele. Estava animado com o seu livro e queria que eu “desse uma olhada” nos originais.

Contei também que não pude me encontrar com ele e que isso ficou ainda mais difícil depois da pandemia da Covid-19.

A notícia de sua morte, em 16/12, deixou-me duplamente triste. Primeiro, pela perda de um amigo querido. Segundo, por não ter colaborado com a publicação de seu livro.

No mesmo dia, soube por um amigo comum, o ex-deputado Carvalho e Silva, que o livro de Nazareno havia saído, com o título de “Antes que eu esqueça”.

Através de seus netos André Leão e Altamiro de Arêa Leão, recebi em seguida um exemplar da autobiografia, em edição gráfica bem cuidada.

De Floriano a Roraima

No livro, Nazareno mergulha em suas lembranças desde a sua amada Floriano, onde nasceu em 1930. Reconstrói a cidade de sua infância, com sua gente e costumes.

Nessa volta no tempo, passeia por Fortaleza, onde deu prosseguimento aos seus estudos, ainda adolescente, e também por Belo Horizonte, onde se formou em Direito.

Também dá conta do início de sua vida profissional, no então território de Roraima, e dos primeiros passos na política, como vereador de sua terra natal, até chegar à Assembleia Legislativa, ao primeiro escalão do Governo do Piauí e à mesa das grandes decisões do Estado.

Conta ainda de sua convivência com políticos brasileiros, como Ademar de Barros e Jânio Quadros, e piauienses, como Chagas Rodrigues, Tibério Nunes, Petrônio Portella, Helvídio Nunes, Joqueira, Alberto Silva, Dirceu Arcoverde, Lucídio Portella, Hugo Napoleão, Alfredo Nunes, Carvalho e Silva e muitos outros.

Corpo e espírito

A obra, escrita com muita graça, traz um Nazareno Araújo em corpo inteiro. E em espírito – aquele espírito perspicaz, brincalhão e bonachão.

Eu já conhecia muitas histórias do livro, contadas nos encontros que tivemos – Nazareno, Carlos Augusto e eu – com o ex-senador Helvídio Nunes.

Há 25 anos, nos reuníamos mensalmente, em um jantar, para jogar conversa fora.

Mas muitas das histórias do livro eu já não lembrava mais. Então, folhear a obra foi reviver aqueles momentos de alegria. E uma oportunidade para conhecer mais este Piauí velho de guerra.

O ex-deputado Carvalho e Silva havia me informado também que, antes de se internar, Nazareno autografou os exemplares de seu livro para uns 20 amigos.

Foi com alegria que recebi o exemplar que me foi entregue pelos seus netos. E foi com surpresa e emoção que vi que ele estava autografado para mim!

1 Comment

  1. Aqui é a Olivia Dias, gostei muito do seu artigo tem muito
    conteúdo de valor parabéns.

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