
O FOQUINHA (EXTRA) – “Tribuna do Povo”, um jornal valente
31 de maio de 2026NAS ONDAS DO RÁDIO (1) – Difusora, uma escola
Francisco Leal e Carlos Augusto, nos estúdios da Difusora/Acervo do autor.
Em 40 anos de exercício cotidiano do jornalismo, tive a oportunidade e o privilégio de viver as mais diferentes experiências profissionais, atuando em todos os veículos de comunicação – jornal, rádio, TV e revista.
Já contei, na série “O Foquinha”, como foi o começo de minha carreira jornalística, iniciada em 1980, no jornal O DIA.
Hoje passo a contar como foi minha experiência no rádio, a partir de 1981, na Difusora, onde passei quase dez anos. Só saí de lá quando a emissora mudou de dono, em 1990.
Essas lembranças são recuperadas na tentativa de construção de uma memória coletiva, como apropriadamente observou o professor Carlos Evandro Martins Eulálio, renomado crítico literário e membro de nossa Academia Piauiense de Letras.
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Pois bem! A Difusora foi para mim outra grande escola de comunicação. Tive vários professores lá, mas o principal deles foi o radialista e jornalista Carlos Augusto, um dos maiores profissionais do rádio de todos os tempos.
Só conhecia o Carlos Augusto pela imprensa. Ele era um dos expoentes do rádio e da política.
Fui para a emissora levado pelo jornalista Francisco Leal, que era seu braço direito. Como já contei, Leal abriu-me também as portas do jornalismo.
Com pouco tempo, eu estava entrosado com Carlos Augusto.
A rádio funcionava no segundo pavimento de um prédio situado na Rua Barroso, entre as ruas Coelho Rodrigues e Eliseu Martins, perto da antiga sede da Câmara Municipal de Teresina (hoje Museu da Imagem e do Som), no Centro.
Pelo telefone
Carlos Augusto apresentava o programa “Cidade Livre”, fundado por ele, com arrebatadora audiência, no horário do meio-dia.
O Brasil ainda tateava procurando saídas para a democracia, depois de enfrentar a censura à imprensa, no governo militar.
Aproveitando a fase de distensão, Carlos Augusto lançava um programa que dava ao ouvinte a oportunidade de falar no rádio pelo telefone.
Além disso, o programa contava com uma unidade de Frequência Modulada – um carro equipado com serviço de transmissão ao vivo de qualquer ponto da cidade.
Foi ao microfone da Difusora que falei no rádio pela primeira vez. Sábado conto como foi essa estreia.


