O FOQUINHA 30 – A passagem pelo jornal A HORA
15 de março de 2026
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O FOQUINHA 31 – Um repórter de polícia que não vingou

Jornalista Luiz Bello/Imagem: Acervo João Cláudio Moreno

Era para ter contado essa história lá atrás, mas vai aqui: em 1979, eu aportei à redação do jornal O Dia para um estágio na redação. Fui lotado na editoria de polícia.

Acompanhei o jornalista Antônio de Pádua na minha primeira saída para bater perna atrás de notícia.

O Pádua era editor de polícia do jornal e também repórter policial da Rádio Pioneira. Uma grande figura – simples, disponível e afetuoso.

O primeiro local que visitamos foi uma repartição da polícia que funcionava ali ao lado da sede da Fetag, na Avenida Frei Serafim. Não lembro o que era.

A seguir, fomos ao 1º Distrito e à Secretaria de Segurança, naquele quarteirão da Rua Barroso com as Ruas Félix Pacheco e 13 de Maio, no Centro, ao lado do Diocesano.

Batendo em retirada

Poucos dias depois, um cidadão com a cara do Leonel Brizola me viu na redação, mirou bem para mim e perguntou, de sopetão:

– Ei, garoto! O que você faz aqui?

– Estou fazendo um estágio de repórter – respondi, entre tímido, orgulhoso e curioso.

– Você tem quantos anos? Estuda?

– 17. Estudo na Escola Técnica.

– Qual o ano, a série?

– A segunda.

– Pois volte! Vá concluir o segundo grau, que aqui as redações já estão cheias de jornalistas analfabetos.

Era o Luiz Bello, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Piauí.

Abandonei o estágio, fui concluir o Ensino Médio e voltei em 1980 para a redação.

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