O FOQUINHA (35) – Passando fome (2)
19 de abril de 2026
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O Foquinha 36 – A Guerra das Malvinas

José Alves (Fotoquinha)/Imagem: Acessepiaui

(Publicado em 26/04/26)

Trago mais uma nota sobre a Secretaria de Comunicação, onde fui trabalhar no início de minha profissão, integrando a equipe do secretário Herculano Moraes.

Em 1980, quando cheguei à redação do jornal O DIA, comentava-se com frequência um episódio recente, envolvendo o jornalista e professor José Eduardo Pereira.

Era o seguinte: quando o governador Lucídio Portella criou a Secom, em 1979, José Eduardo Pereira escreveu um artigo, publicado na imprensa local, criticando a iniciativa.

O governador convidou o articulista para ser o primeiro secretário de Comunicação e ele aceitou.

Neste aspecto, o Dr. Zé Eduardo Pereira antecipava em muitos anos uma frase que ganharia a mídia nacional na voz do presidente Fernando Henrique Cardoso: “Esqueçam o que escrevi”.

Muito bem! Quando cheguei à Secom, no começo de 1982, com a troca do comando da pasta, pois o Dr. Zé Eduardo foi remanejado para a Secretaria de Segurança, a estrutura da Secretaria era bastante modesta.

Para que se tenha uma ideia da precariedade de sua logística, diariamente, sempre no final da tarde, o Assis Mury entregava o boletim da Secom nas redações dos jornais pedalando uma bicicleta.

Missão nas Malvinas

No começo de abril de 1982, explodiu a Guerra das Malvinas, entre a Argentina e a Grã-Bretanha.

O conflito era pela posse do arquipélago, que está situado a 464 quilômetros da costa argentina.

Foram dois meses de guerra. Ao final dela, os ingleses venceram e permaneceram com a posse do território.

O professor Ernani Napoleão, leitor destas notas, ocupava o cargo de chefe de Gabinete do secretário Herculano Moraes.

E ele recorda um episódio pitoresco ocorrido na Secom na época da Guerra das Malvinas.

Alguém da redação inventou que havia chegado uma solicitação oficial à Secretaria para o envio urgente de um fotógrafo para fazer a cobertura do conflito.

A história chegou aos ouvidos do fotógrafo José Alves Ferreira, o Fotoquinha, excepcional figura humana, muito estimado por todos e dotado de grande ingenuidade.

Disseram para o Fotoquinha que ele havia sido o escolhido para fazer a cobertura da guerra.

Muito aflito, ele procurou Ernani Napoleão para solicitar sua dispensa da fictícia missão.

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