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O Piauí pode mais!

Tabuleiros Litorâneos /Imagem: Jornal da Parnaíba.

Passada a eleição, proclamado o resultado, é hora de deixar a poeira sentar e planejar as primeiras ações dos eleitos, certo? Não! Errado! No Piauí, onde os recém-eleitos nem foram diplomados ainda, é hora de falar já da próxima eleição municipal…

Ora, especular sobre a próxima eleição a estas alturas é um desserviço ao Piauí. E essa ladainha vem sendo repetida há anos, sem o menor pudor.

O Piauí acaba de sair de uma campanha eleitoral. O Estado passou um ano e meio inteiramente voltado para a campanha política.

Mas parece que os analistas políticos não se fartaram disso. E parece, também, que eles nasceram de sete meses. Estão sempre muito apressadinhos.

O momento exige outra coisa dos políticos e dos analistas: é que as forças políticas do Piauí se unam em torno dos objetivos e das prioridades do Estado.

E isso é algo que as lideranças políticas piauienses vêm continuamente negligenciando.

A hora, então, é de aproveitar o ano de 2023, de entressafra eleitoral, para trabalhar e deixar trabalhar.

Mudança de mentalidade

O Piauí se apresenta, neste instante, com uma configuração política amplamente favorável à busca de um novo projeto de desenvolvimento.

O governador eleito, Rafael Fonteles, saiu das urnas extraordinariamente fortalecido pela sua expressiva votação e vai governar com o apoio do presidente Lula.

Cabe a ele, em primeiro lugar, a tarefa de liderar o processo de mudança da mentalidade política das lideranças piauienses.

A não ser que, ainda no começo de uma promissora carreira política, se contente em repetir o desperdício de oportunidades que se fez regra nas últimas décadas no Piauí

Obras inacabadas

O Estado tem dois grandes projetos de irrigação no rio Parnaíba – Tabuleiros Litorâneos e Platôs de Guadalupe, ambos inacabados.

São dois gigantescos projetos iniciados na época do governo Sarney e do segundo mandato do governador Alberto Silva, e que vêm se arrastando até hoje, por falta de empenho das lideranças estaduais.

Se concluidos, eles vão mudar a realidade do abastecimento de alimentos orgânicos no Piauí.

A ferrovia Transnordestina precisa ser concluída no trecho Pecém-Eliseu Martins.

As duplicações das BRs 316 até Estaca Zero e 343 até Campo Maior são uma imperiosa necessidade. Este projeto, particularmente, esteve no centro das atenções do senador Elmano Férrer. Da atual bancada federal – justiça seja feita – ele foi um dos poucos preocupados com obras estruturantes.

Fico apenas nestes exemplos para concluir que a pulverização de recursos públicos na construção de calçamento, como vem sendo feita, tem lá sua utilidade, mas não vai retirar o Piauí do atraso. Não pavimenta o seu desenvolvimento nem vai levá-lo a lugar algum.

A força da bancada federal

A bancada federal do Piauí conta com membros atuantes e com destaque na política nacional.

É o caso do senador Ciro Nogueira (Progressistas), ministro-chefe da Casa Civil. Em janeiro, ele perde o cargo no governo, mas não perde sua influência no Congresso Nacional.

É o caso, também, do senador Marcelo Castro (MDB), relator-geral do Orçamento Federal para 2023.

E é o caso, ainda, do senador eleito Wellington Dias (PT), em franca ascensão na política nacional.

Os três, mais os membros da Câmara Federal, poderão se unir ao governador Rafael Fonteles e maximizar seus esforços em ações por obras estruturantes.

Ninguém precisa inventar nada. Basta que sigam o exemplo do Ceará. Lá os políticos brigam nos palanques e depois da eleição se juntam para lutar por melhorias para o Estado.

O Piauí precisa querer mais.

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