
O FOQUINHA 25 – O submundo do crime
1 de fevereiro de 2026O FOQUINHA 26 – Os craques das troças e dos traços
Com Dodó Macedo, em foto do início da década de 2000, na Livraria Corisco/Acervo do autor.
(Publicado em 08/02/2026)
O Piauí tinha quatro jornais de circulação diária quando ingressei na imprensa, em 1980 – O DIA, O Estado, Jornal da Manhã e Jornal do Piauí. Este último era o mais antigo em circulação. Encerrou suas atividades no final da década de 1990.
O DIA era o maior e o mais moderno. Fundado em 1951, foi o primeiro do Piauí a adotar a impressão offset, ainda em meados da década de 1970.
O Estado, fundado no começo dos anos 1970, era o mais popular, com linha editorial que explorava os acontecimentos policiais. Fechou no final dos anos 1990.
O Jornal da Manhã, que entrou em circulação em 1979, era o mais novo. Uma publicação com noticiário sóbrio. Também fechou no final da década de 1990.
Humor
Na década de 1980, os jornais brasileiros apelaram para o humor como uma ferramenta fundamental de resistência política, crítica social e renovação da linguagem jornalística, especialmente no contexto da abertura democrática e do fim da ditadura militar.
O humor ácido, a charge e o deboche foram usados para burlar a censura e satirizar a instabilidade econômica, a inflação e os poderosos da época.
O “Pasquim” puxava o coro dos descontentes e sarcásticos.
No Piauí
À moda dos grandes jornais brasileiros, a imprensa de Teresina também carregava nas tintas do humor.
Uma das páginas de maior sucesso era a Folha da Mãe Ana, publicada aos domingos, no jornal O DIA.
Seu editor era o jornalista Deusdeth Nunes (Garrincha), que já cativava os leitores com sua coluna diária Um prego na chuteira, com notas e crônicas do esporte. Era apreciada também a Folha da Biroca, do jornalista Ubirajara Dias (Biroca).
Por essa época, os jornais publicavam com frequência charges, cartuns e caricaturas de Albert Piauhy, Dodó Macedo, Léo Fernandes, Paulo Moura, Reco e Vilson, entre outros. Virei fã de todos eles. Bons tempos!

