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1 de fevereiro de 2026Em sua caminhada histórica de 109 anos, e na forma estatutária, a Academia Piauiense de Letras (APL) fez há uma semana a renovação de seu comando.
A sessão solene de posse da Diretoria, realizada no Auditório Acadêmico Wilson Brandão, na sede da APL, foi prestigiadíssima.
Além da presença de 24 acadêmicos – um número recorde em evento de posse –, também compareceram à cerimônia o governador Rafael Fonteles e mais três ex-governadores do Piauí – Wilson Martins, Hugo Napoleão e Wellington Dias, os dois últimos também ocupantes de cadeiras na Casa de Lucídio Freitas.
Também se fizeram presentes a reitora da UFPI, Nadir Nogueira, e o reitor da UESPI, Paulo Henrique.
A nova Diretoria é presidida pelo historiador e professor Fonseca Neto, ocupante da Cadeira 1. Ele sucede à professora Fides Angélica Ommati.
Nova Geração
Nos últimos 15 anos, a gestão da APL esteve entregue à geração que chegou à Casa de Lucídio Freitas depois dos anos 2000 – com exceção de Fides Angélica, que ingressou em 1994.
Houve um esforço de todos para manter o ritmo de trabalho dos antecessores, focado na tradição e na inovação.
De 2010 a 2014, foi presidida pelo advogado e historiador Reginaldo Miranda, que ingressou na APL em 2006.
Em seus dois mandatos, liderou a Casa com equilíbrio e aconchego. Lançou os primeiros oito volumes da Coleção Centenário.
Seu sucessor, Nelson Nery, que ingressou na APL em 2001, sacudiu a APL com um plano editorial arrojado. Através de duas coleções – a Centenário e a Século XXI – a Academia publicou 210 livros.
Também presidiu as celebrações do centenário da Academia, inclusive com realização de sessão especial no Senado.
Na Era Digital
Entrei na APL em 2002 e fui o seu sucessor, presidindo a Academia por dois mandatos, no período de 2020 a 2024.
Já no início do primeiro mandato, o mundo se viu diante da maior pandemia do século – a Covid-19.
Como as universidades, escolas, empresas, bibliotecas, etc., a APL também fechou, mas não parou.
Nesse período, foi a primeira Academia de Letras do Brasil a se reunir virtualmente e também a criar um programa de entrevistas para enfrentar a pandemia, na TV Nestante. A APL entrou na Era Digital.
Na parte física, destaque para a reforma e requalificação do auditório, com recursos oriundos de emenda orçamentária do deputado Wilson Brandão, também acadêmico.
E foram realizados também os serviços de acessibilidade à sede da APL, com recursos provenientes de emenda do deputado Henrique Pires.
A vez da leitura
A gestão foi marcada, ainda, por dois momentos singulares: a luta incansável e articulada pela implantação do ensino de Literatura Piauiense nas escolas e a interiorização da Academia, com o projeto APL Itinerante.
Entreguei as chaves da APL à professora Fides Angélica, a primeira mulher a presidir a Casa. Ela fez uma gestão dinâmica, coroada de êxitos, centrada no fortalecimento institucional.
O que vem aí
O acadêmico Fonseca Neto acena com novos horizontes para seu mandato: “A colegialidade preponderará. O discurso não é só discurso. A presença forte dos pares na efeméride maior da Casa, o 24 de janeiro, é sinal eloquente, auspicioso. É serviço à Casa. Salve!”
Muito a Academia espera de sua gestão, pelo seu talento, sua integração plena às atividades da Casa e a capacidade de articulação externa. E sem dúvida vai corresponder.
(Imagens: Ascom/APL)

O novo presidente da APL entre seus pares.


