O FOQUINHA 24 – O primeiro jornalista que vi
25 de janeiro de 2026
O FOQUINHA 25 – O submundo do crime
1 de fevereiro de 2026
Exibir Tudo

A APL segue em boas mãos

Fonseca Neto toma posse na presidência da APL

Em sua caminhada histórica de 109 anos, e na forma estatutária, a Academia Piauiense de Letras (APL) fez há uma semana a renovação de seu comando.

A sessão solene de posse da Diretoria, realizada no Auditório Acadêmico Wilson Brandão, na sede da APL, foi prestigiadíssima.

Além da presença de 24 acadêmicos – um número recorde em evento de posse –, também compareceram à cerimônia o governador Rafael Fonteles e mais três ex-governadores do Piauí – Wilson Martins, Hugo Napoleão e Wellington Dias, os dois últimos também ocupantes de cadeiras na Casa de Lucídio Freitas.

Também se fizeram presentes a reitora da UFPI, Nadir Nogueira, e o reitor da UESPI, Paulo Henrique.

A nova Diretoria é presidida pelo historiador e professor Fonseca Neto, ocupante da Cadeira 1. Ele sucede à professora Fides Angélica Ommati.

Nova Geração

Nos últimos 15 anos, a gestão da APL esteve entregue à geração que chegou à Casa de Lucídio Freitas depois dos anos 2000 – com exceção de Fides Angélica, que ingressou em 1994.

Houve um esforço de todos para manter o ritmo de trabalho dos antecessores, focado na tradição e na inovação.

De 2010 a 2014, foi presidida pelo advogado e historiador Reginaldo Miranda, que ingressou na APL em 2006.

Em seus dois mandatos, liderou a Casa com equilíbrio e aconchego. Lançou os primeiros oito volumes da Coleção Centenário.

Seu sucessor, Nelson Nery, que ingressou na APL em 2001, sacudiu a APL com um plano editorial arrojado. Através de duas coleções – a Centenário e a Século XXI – a Academia publicou 210 livros.

Também presidiu as celebrações do centenário da Academia, inclusive com realização de sessão especial no Senado.

Na Era Digital

Entrei na APL em 2002 e fui o seu sucessor, presidindo a Academia por dois mandatos, no período de 2020 a 2024.

Já no início do primeiro mandato, o mundo se viu diante da maior pandemia do século – a Covid-19.

Como as universidades, escolas, empresas, bibliotecas, etc., a APL também fechou, mas não parou.

Nesse período, foi a primeira Academia de Letras do Brasil a se reunir virtualmente e também a criar um programa de entrevistas para enfrentar a pandemia, na TV Nestante. A APL entrou na Era Digital.

Na parte física, destaque para a reforma e requalificação do auditório, com recursos oriundos de emenda orçamentária do deputado Wilson Brandão, também acadêmico.

E foram realizados também os serviços de acessibilidade à sede da APL, com recursos provenientes de emenda do deputado Henrique Pires.

A vez da leitura

A gestão foi marcada, ainda, por dois momentos singulares: a luta incansável e articulada pela implantação do ensino de Literatura Piauiense nas escolas e a interiorização da Academia, com o projeto APL Itinerante.

Entreguei as chaves da APL à professora Fides Angélica, a primeira mulher a presidir a Casa. Ela fez uma gestão dinâmica, coroada de êxitos, centrada no fortalecimento institucional.

O que vem aí

O acadêmico Fonseca Neto acena com novos horizontes para seu mandato: “A colegialidade preponderará. O discurso não é só discurso. A presença forte dos pares na efeméride maior da Casa, o 24 de janeiro, é sinal eloquente, auspicioso. É serviço à Casa. Salve!”

Muito a Academia espera de sua gestão, pelo seu talento, sua integração plena às atividades da Casa e a capacidade de articulação externa. E sem dúvida vai corresponder.

(Imagens: Ascom/APL)

O novo presidente da APL entre seus pares.

Comments are closed.