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9 de agosto de 2026
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NAS ONDAS DO RÁDIO (3) – A voz do locutor

Microfone de rádio/Imagem: https://depositphotos.com/br

Ainda comentei com o Chico Leal, chefe da redação, sobre a má impressão que tive de minha própria voz quando falei pela primeira vez ao microfone da Difusora, aos 19 anos de idade. E disse para ele que preferia ser redator, não locutor.

“Tenha calma!”, foi a resposta dele, acrescentando que o locutor não precisava ter uma voz necessariamente perfeita ou “bonita”.

O mais importante, segundo ele, era o locutor procurar se comunicar com clareza, emoção e técnica.

Isso significava, dizia em seguida, que o fundamental era saber dar vida ao texto e transmitir a intenção correta.

Ou seja, passar alegria, seriedade, urgência, a depender do texto e do contexto, no caso do radiojornalismo.

Em linha gerais, ensinava que no rádio a mensagem era mais valorizada no jornalismo e na utilidade pública, enquanto a voz ganhava prioridade na publicidade e no entretenimento.

Também recomendava cuidado na dicção e na articulação, de modo que as palavras fossem bem pronunciadas.

Nesse caso, as palavras deveriam ser ditas com clareza, sem engolir sílabas ou falar rápido demais, a fim de que o ouvinte pudesse acompanhar bem o que estava sendo levado ao ar e compreendesse perfeitamente a mensagem.

Para ele, isso era mais valioso na comunicação do que ter um timbre grave ou distante do padrão.

Ensinava, ainda, que ter um estilo próprio e autêntico criava mais conexão com o público do que forçar uma “voz de locutor” artificial.

E citava o caso do radialista Weyden Cunha, que não tinha uma voz potente, mas era campeão de audiência nas rádios de Teresina, atuando como disque-jockey.

O certo é que incentivo e orientação não me faltaram naquele momento inicial da carreira de radialista.

E que vozes me impressionavam no rádio? Conto no sábado!

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