O FOQUINHA 32 – “Alô, alô, alô, papai!…
29 de março de 2026
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O FOQUINHA (33) – A volta das diretas

Ribamar do PT, em foto da década de 2000.

Um dos fatos marcantes, na área da política, naquele começo de minha atividade profissional, foi o restabelecimento da eleição direta para governador, em 1982.

A escolha dos governadores pelo voto popular foi abolida com a implantação do golpe civil e militar de 1964.

A partir de então, eram os quarteis que apontavam os governadores dos Estados.

No Piauí, nessa nova fase, as disputas pelo governo começaram pelo menos um ano antes.

No esquema governista, liderado pelo governador Lucídio Portella (1979-1983), eram três os pré-candidatos do PDS (Partido Democrático Social): Ary Magalhães, secretário de Fazenda; Camillo Filho, reitor da UFPI; e Hugo Napoleão, deputado federal.

O agropecuarista Altamiro de Arêa Leão também se apresentou para a disputa, correndo em faixa própria.

O ex-ministro Reis Velloso (Planejamento), residente no Rio de Janeiro, chegou a se filiar ao PDS do Piauí com a intenção de concorrer ao Senado, porém sua candidatura não decolou.

O PMDB, o maior partido de oposição, se dividia entre dois candidatos: o senador Alberto Silva e o ex-governador Chagas Rodrigues.

O Partido dos Trabalhadores, recém-criado, lançou ao Governo o trabalhador rural José Ribamar dos Santos. Ele substituiu, ainda no começo da campanha, o candidato já escolhido, o advogado José Ribamar Lopes, que morreu inesperadamente em decorrência de um aneurisma.

Por essa época, eu estava na reportagem de Cidade, mas acompanhava esses lances da política. Segue no próximo domingo.

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