
O FOQUINHA 27 – Os suplementos de domingo
22 de fevereiro de 2026O FOQUINHA 28 – Os jornais do interior
Jornalista Vanize Lemos deslumbrada com exemplar do "Norte do Piauí"/ Imagem do autor.
(Publicado em 1º/03/2026)
Já me encaminhando para a conclusão destas notas, trago hoje umas lembranças do jornalismo no interior do Piauí, naqueles primeiros anos de minha militância na imprensa.
De Parnaíba, recebíamos com regularidade a Folha do Litoral. Pertencia ao grupo político dos Silva (Dr. João Silva Filho e Alberto Silva). Era dirigido pelo jornalista Batista Leão e gerenciado por Batistinha.
Composição tipográfica, de forma totalmente artesanal, tipo por tipo, cada tipo uma letra.
Apesar dessa tecnologia rudimentar, ostentava bonita apresentação gráfica.
Nessa mesma época, também circulava o jornal Norte do Piauí. Impresso pelo sistema de linotipia, tinha como proprietário e diretor o jornalista Mário Meireles.
Ainda se encontra em funcionamento, no formato tabloide.
Mais adiante, em 1983, o jornalista Bernardo Batista Leão e seu filho Arlindo Leão fundaram o jornal A Libertação, que também chegava às redações de Teresina.
Foi o último confeccionado em Parnaíba pelo sistema artesanal: tipo, quadrado, linha, componedor, bolandeira, pinça, quadro de ferro fundido, cunha com chave, papel linha d’água e a impressora de ferro fundido, movida por um motor trifásico e um operador no comando.
Com logomarca avermelhada, o jornal circulou por 21 anos ininterruptos, daquela data até o dia 31 de dezembro de 2004 e era bissemanal (quarta e sábado).
Outro jornal que tinha circulação regular em Teresina, naquele início dos anos 1980, era a Voz do Jenipapo, de Campo Maior, editado pelo Manuca, vereador por vários mandatos.
Lia com frequência também o Jornal do Médio Parnaíba, publicado pelo jornalista João da Cruz. Tinha sede em Amarante.
Também circulava em Teresina o Jornal de Picos, cuja primeira edição saiu em 1º de junho de 1982, tendo como editor Erivan Lima e repórteres João Batista de Barros (irmão do poeta Ozildo Batista de Barros) e Durvalino Leal. Era semanal e impresso na Gráfica Júnior, do jornal O Dia.
Nessa primeira fase, durou seis meses, mas ainda em 1983 voltou a circular sob a direção de Brás Rufino da Costa e Durvalino Leal e José Maria Barros como repórteres.
Depois, passou a ser comandado por Kennedy Braga e uma nova equipe. Nessa fase o cartunista Moisés dos Martírios iniciou a sua carreira. (Mas aí já é outra história).
No final, Tony Borges e Francisco das Chagas Silva (Chaguinha) assumiram o comando do Jornal de Picos.
Também tinha circulação regular em Teresina o Jornal de Floriano, que trazia com frequência artigos do jornalista e deputado Deoclécio Dantas.
Estes eram os jornais do interior que me chegavam às mãos naquele início da década de 1980.

