
A APL segue em boas mãos
31 de janeiro de 2026O FOQUINHA 25 – O submundo do crime
A doméstica e o careteiro: dois crimes bárbaros/Imagem: Lupa1/Reprodução.
Em 1980, quando me iniciei no jornalismo, falava-se muito de alguns crimes recentes que abalaram o Piauí e que ainda estavam sem elucidação.
Não acompanhei o desfecho deles. A crônica policial nunca me atraiu. Vim a ter contato com os crimes violentos já como editor.
Mas, à época, se comentava muito nas redações sobre os Crimes da Doméstica e do Carteiro Elzano, retalhados a faca ou a canivete, não lembro bem, em 1977, em Teresina.
Chacina
Também se falava do assassinato do empresário José Maria Chaves, morto a tiros pela polícia, em 1978, quando se encontrava embriagado em um bar, no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina.
A polícia estava no encalço dele há tempos, para vingar as mortes de policiais.
Num cerco que lhe fizeram, na zona Leste, anos antes, quatro policiais desceram de um jipe para cumprir ordem de prisão contra o industrial, que estava bebendo em uma churrascaria.
O empresário os recebeu a bala, matando três policiais. Esse crime ficou conhecido como “Chacina do Posto King”.
O assassino foi levado a júri popular, sendo absolvido por 7 a 0.
Depois, quando eu já estava na redação, aconteceram outros crimes de grande repercussão na imprensa e na opinião pública.
Lembro, por exemplo, do assassinato do artista plástico David Aguiar, em 1981. Foi em Fortaleza, mas ele era de Teresina, onde era muito querido.
Essas mortes violentas, como tantas outras, deram muitas manchetes e caíram no esquecimento.

