O FOQUINHA 23 –  O calor da redação
18 de janeiro de 2026
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O FOQUINHA 24 – O primeiro jornalista que vi

Belchior Neto, em foto da década de 1980/Imagem: Facebook.

(Publicado em 25/01/2026)

Hoje conto como vi, pela primeira vez na vida, um jornalista de carne e osso.

Foi assim: em 1978, eu estudava na Escola Técnica Federal do Piauí (hoje IFPI), onde fazia o primeiro ano básico, que me levaria no ano seguinte ao curso de Edificações.

Um dos meus colegas de turma mais próximos era o Eduardo, de Regeneração. Ele era conhecido em sua terra como Seu Dúa.

De vez em quando, eu ia passar o fim de semana com ele em Regeneração, na casa de Seu Eupídio, pai dele. Ele ia comigo também para minha casa em Água Branca. São cidades vizinhas.

Depois, pelos afazeres e desencontros da vida, nos distanciamos. Cada um tomou seu rumo.

Revi Seu Dúa algumas vezes, em encontros casuais e esporádicos.

Hoje ele é prefeito de sua cidade pela terceira vez.

O jornalista

Pois bem! Um domingo, eu estava em Regeneração com o Eduardo, numa conhecida lanchonete do centro da cidade, e lá chegou um cidadão bem parecido, bem vestido, barba bem-feita, de óculos escuros e discreto, com modos educados.

Disseram-me que era um jornalista de “O Estado”, um jornal de muito prestígio à época. Como já me interessava por jornalismo, fiquei curioso.

Nesse tempo, eu conhecia alguns jornalistas apenas pela televisão: Carlos Augusto, Eudes Pereira, Alice Moreira, Elvira Raulino, Benjamin Oliveira, João Eudes (Bolinha), Walteres Arraes, Luiz Alberto Falcão, Luís Carlos Maranhão, Zé Costa, enfim, a turma da TV Clube.

Os profissionais do jornal e do rádio eu só os conhecia pelos nomes.

Aí soube o nome do jornalista que estava em minha frente, em Regeneração: Belchior Neto, repórter de municípios do jornal O ESTADO.

Ele estava ali para fazer uma reportagem sobre a cidade.

Vim a saber depois, quando já militava na imprensa, que o jornalista era irmão de Teresinha Belchior, mulher do dono do jornal “O Estado”, jornalista e empresário Helder Feitosa.

Ficamos amigos. Gente fina. Alguns anos depois, ele ingressou no Banco do Brasil e abandonou o jornalismo.

Depois, já aposentado, foi cuidar de seus latifúndios, seus babaçuais e suas cabeças de gado em Campo Maior, a sua terra.

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