
O FOQUINHA 22 – “O menino é o pai do homem”
11 de janeiro de 2026
O FOQUINHA 24 – O primeiro jornalista que vi
25 de janeiro de 2026O FOQUINHA 23 – O calor da redação
A credencial do jornal, como estagiário/Imagem: Acervo do autor.
(Publicado em 18/01/2026)
Quando iniciei minha atividade de jornalista, em agosto 1980, eu tinha 18 anos. Estava concluindo o Segundo Grau (Ensino Médio) na Escola Técnica Federal do Piauí (hoje IFPI), onde cursava Edificações.
Eu já conhecia a redação do jornal O DIA, onde estive pela primeira vez em 1979, quando fui apresentado ao chefe de reportagem, jornalista Francisco Leal.
Estava entusiasmado para ser repórter. Ainda passei uns dias por lá, com os olhos curiosos e desconfiados, acompanhando o movimento da redação.
O veto do Bello
O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Luiz Bello, quando me viu, fez um breve interrogatório e mandou que eu fosse primeiro concluir o Segundo Grau.
Assim eu fiz, meio contrariado, naturalmente, pois a redação me fascinou. Mas o Bello, sempre sábio, estava certo, o que só vim a compreender muito tempo depois.
Então, quando retornei ao jornal, para trabalhar na redação, estava cheio de entusiasmo.
A volta
Já contei, nas primeiras anotações destas lembranças, como era a redação de O DIA, há 45 anos.
E quem estava lá? Bem, o editor-chefe já era o Chico Leal. Ele substituía o jornalista Chico Viana, que acabara de sair do jornal. O jornalista José Fortes Filho era o secretário de redação.
Os diagramadores eram Luiz Gonzaga e Deusólio. Paulo Moura, metido ainda na farda do Andreas, com cara de menino querendo ser gente grande, era ilustrador e fazia também as vezes de diagramador.
Na política, a chefia era do Raimundo Cazé; o Odílio Teixeira comandava o esporte; o Garrincha estava lá batendo o “Prego na Chuteira” todo dia e escrevendo a “Folha da Mãe Ana”, publicada aos domingos; a editoria de polícia estava a cargo do Antônio de Pádua.
Elvira Raulino era a estrela da redação. Sua chegada era sempre um acontecimento. Muito querida por todos.
Nas oficinas, o Carivaldo Marques dava as cartas. E sempre estava pela redação, com algum papel na não, o Édson Gama, com demandas do Departamento Comercial, que funcionava no andar superior.
A redação era bem climatizada, mas havia um calor humano contagiante e inesquecível.

