{"id":655,"date":"2021-11-27T08:42:00","date_gmt":"2021-11-27T11:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/?p=655"},"modified":"2022-02-22T07:40:30","modified_gmt":"2022-02-22T10:40:30","slug":"barao-de-itarare-o-rei-do-humor-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/2021\/11\/27\/barao-de-itarare-o-rei-do-humor-brasileiro\/","title":{"rendered":"Bar\u00e3o de Itarar\u00e9, o Rei do Humor Brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"853\" src=\"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-1024x853.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-656\" srcset=\"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-1024x853.jpg 1024w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-300x250.jpg 300w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-768x640.jpg 768w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-1536x1279.jpg 1536w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-2048x1706.jpg 2048w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-175x146.jpg 175w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-50x42.jpg 50w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao2-90x75.jpg 90w\" sizes=\"auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>O jornalista e escritor Bar\u00e3o de Itarar\u00e9, durante entrevista ao jornal &#8220;\u00daltima Hora&#8221;. (Foto: Acervo UH\/Folhapress)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c<em>Tem algo no ar al\u00e9m dos avi\u00f5es de carreira<\/em>\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pouca gente sabe que esta m\u00e1xima, dita sempre quase sussurrada e que a rigor n\u00e3o quer dizer nada, mas que serve para tudo, \u00e9 uma das tantas criadas pelo genial Bar\u00e3o de Itarar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Correndo de boca em boca, elas atravessaram as d\u00e9cadas, ca\u00edram no gosto popular e foram incorporadas ao anedot\u00e1rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muitas as sacadas e as hist\u00f3rias que cercam esse nobre do humor, nascido no Rio Grande do Sul, em dia 29 de janeiro de 1895, e registrado com o nome de Appar\u00edcio Fernando de Brinkerhoff Torelly.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e, Maria Am\u00e9lia, era filha de um estadunidense descendente de russos. O pai, Jo\u00e3o Apar\u00edcio Torelly, filho de um italiano com uma ga\u00facha. \u201cUma verdadeira Liga das Na\u00e7\u00f5es\u201d, brincava Apar\u00edcio Torelly.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia do seu nascimento, a fam\u00edlia estava na fazenda do seu av\u00f4, no Paraguai. A m\u00e3e come\u00e7ou a sentir as dores do parto e foi transportada \u00e0s pressas para o Rio Grande em uma dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como chegou ao mundo dentro dessa dilig\u00eancia, no meio do caminho, o bar\u00e3o dizia que nasceu em tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje faz 50 anos de sua morte, ocorrida em 27 de novembro de 1971, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cobra criada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apar\u00edcio era um menino endiabrado e destinado a fazer goza\u00e7\u00e3o com todo mundo. Levou uma vida de muitas perip\u00e9cias, puxou cadeia, mas nunca perdeu a gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 7 anos, fundou seu primeiro jornal, o \u201cCapim Seco\u201d. Era um \u00fanico exemplar, escrito \u00e0 m\u00e3o. Foi apreendido e proibido de circular pelo diretor da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>A ilustra\u00e7\u00e3o do jornalzinho era uma cobra de batina. O padre reitor do col\u00e9gio tinha o apelido de Jararaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Apar\u00edcio, j\u00e1 Torrely, queria ser advogado, mas o pai o mandou estudar medicina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o gostava muito de estudar, por\u00e9m lia tudo: Buda, Conf\u00facio, Maom\u00e9, Keppler, Galileu, Newton, Karl Marx.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No jornalismo profissional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda muito jovem, come\u00e7ou a escrever no jornal \u201c\u00daltima Hora\u201d, de Porto Alegre, e foi jornalista pela vida inteira.<\/p>\n\n\n\n<p>Na imprensa, criou uma escola de humor, a partir da segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo 20.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista mudou-se para o Rio de Janeiro em 1925, e foi trabalhar no jornal \u201cO Globo\u201d, contratado pelo seu fundador, Irineu Marinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a inesperada morte deste, brigou com o herdeiro, Roberto Marinho, e aceitou convite de M\u00e1rio Rodrigues Filho, irm\u00e3o do escritor Nelson Rodrigues, para trabalhar no jornal \u201cA Manh\u00e3\u201d, de propriedade de M\u00e1rio Rodrigues, o pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou a escrever uma coluna intitulada \u201cA manh\u00e3 tem mais&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O pr\u00f3prio jornal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois, criou o seu pr\u00f3prio jornal,\u00a0<em>A Manha \u2013 <\/em>uma alus\u00e3o, \u00e9 \u00f3bvio, ao jornal \u201cA Manh\u00e3\u201d. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Em pouco tempo, seu tabloide superou em tiragem ve\u00edculos mais antigos e bem conhecidos, como \u201cO Malho\u201d, \u201cFon-Fon\u201d e \u201cA Careta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1929, \u201cA Manha\u201d passou a circular como encante semanal do jornal \u201cO Di\u00e1rio da Noite\u201d, pertencente \u00e0 cadeia dos Di\u00e1rios e Emissoras Associados, do magnata das comunica\u00e7\u00f5es Assis Chateaubriand.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso foi estrondoso. Mas o jornalista brigou com o \u201cs\u00f3cio\u201d poderoso e com muita gente mais e passou a viver uma fase dif\u00edcil, principalmente nas finan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cEntre sem bater\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As goza\u00e7\u00f5es com as autoridades lhe renderam v\u00e1rias amea\u00e7as, concretizadas ap\u00f3s a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o de 30\u201d, quando editava o \u201cJornal do Povo\u201d, pela publica\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o da Chibata, ocorrida na Marinha em 1910, liderada pelo \u201c<em>Almirante Negro<\/em>\u201d, Jo\u00e3o C\u00e2ndido.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi sequestrado, apanhou, rasparam-lhe a cabe\u00e7a e o deixaram nu num local deserto. N\u00e3o recuou. Na porta da sala da reda\u00e7\u00e3o, colocou uma placa \u201c<em>Entre sem bater<\/em>\u201d, numa alus\u00e3o \u00e0 repress\u00e3o de que fora v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A origem do t\u00edtulo de nobreza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O pseud\u00f4nimo Bar\u00e3o de Itarar\u00e9 tem origem num boato ocorrido durante o levante de 1930.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a tropa rebelde se deslocava do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro, ent\u00e3o Distrito Federal, dizia-se que a for\u00e7a governamental esperava para o confronto armado em Itarar\u00e9, divisa de S\u00e3o Paulo com Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o houve a batalha, mas Torelly a relatou ironicamente nos pormenores. E foi mais longe: jurou que tinha sido her\u00f3i nesta luta e, por isso, merecia o t\u00edtulo de \u201cDuque de Itarar\u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, ele rebaixou o t\u00edtulo para \u201cBar\u00e3o de Itarar\u00e9\u201d, \u201csimplesmente por mod\u00e9stia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na pris\u00e3o, foi companheiro de cela do escritor Graciliano Ramos, que faz men\u00e7\u00e3o a este fato em seu livro \u201cMem\u00f3rias do C\u00e1rcere\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O bar\u00e3o contava que, durante sua pris\u00e3o, \u201c<em>A Manha<\/em> deixou de circular e eu com ela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Solto, relan\u00e7ou o jornal, que voltou a circular em 1944, em nova fase, tendo entre seus colaboradores gente de peso como \u00c1lvaro Lins, Jos\u00e9 Lins do Rego e Rubem Braga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a redemocratiza\u00e7\u00e3o, candidatou-se a vereador pelo PCB no Rio de Janeiro, em 1947.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, o leite era comercializado <em>in natura<\/em> e \u201cbatizado\u201d com \u00e1gua, para aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>O bar\u00e3o foi eleito tendo como slogan de campanha \u201c<em>Mais \u00e1gua e mais leite e menos \u00e1gua no leite! <\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Seu mandato foi dedicado \u00e0s causas populares, a exemplo da defesa dos ind\u00edgenas e do voto dos analfabetos. Era a atra\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Carlos Prestes, ent\u00e3o secret\u00e1rio-geral do PCB, o descreveu assim: \u201cO Bar\u00e3o, com seu esp\u00edrito, n\u00e3o s\u00f3 fez a C\u00e2mara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sess\u00f5es da C\u00e2mara, que eram transmitidas pelo r\u00e1dio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandato durou pouco. O governo cassou o registro do PCB, em 1947, mesmo ano da elei\u00e7\u00e3o de Torelly.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, foram declarados extintos os mandatos dos parlamentares eleitos pelo Partido Comunista do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Bar\u00e3o discursou na tribuna apresentando suas despedidas: \u201c<em>Saio da vida p\u00fablica para entrar na privada<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando veio o golpe de 1964, o Bar\u00e3o j\u00e1 estava doente. Dizia: \u201cAntigamente, minhas pernas levavam meu corpo. Agora, \u00e9 o meu corpo que arrasta as minhas pernas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o escritor Jorge Amado \u201cmais do que pseud\u00f4nimo, Bar\u00e3o de Itarar\u00e9 foi um personagem vivo e atuante, uma esp\u00e9cie de dom Quixote nacional, malandro, generoso e gozador, a lutar contra as mazelas e os mal feitos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Biografias do Bar\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2003, o fil\u00f3sofo Leandro Konder lan\u00e7ou \u201cBar\u00e3o de Itarar\u00e9 \u2014 O Humorista da Democracia\u201d (Brasiliense, 72 p\u00e1ginas).<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro depois, o jornalista Mouzar Benedito lan\u00e7ou o op\u00fasculo \u201cBar\u00e3o de Itarar\u00e9 \u2014 Her\u00f3i de Tr\u00eas S\u00e9culos (Express\u00e3o Popular, 104 p\u00e1ginas).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, o jornalista Cl\u00e1udio Figueiredo lan\u00e7ou a biografia \u201cEntre sem Bater: a Vida de Appar\u00edcio Torelly, o Bar\u00e3o de Itarar\u00e9\u201d (Casa da Palavra, 479 p\u00e1ginas).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Her\u00f3i de tr\u00eas s\u00e9culos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Bar\u00e3o brincava muito com a Academia Brasileira de Letras. Afirmava que, para um escritor entrar no sodal\u00edcio, precisava apenas esperar um imortal se contradizer e morrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Appar\u00edcio Torelly n\u00e3o entrou na Academia, mas tornou-se verdadeiro imortal.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista Mouzar Benedito, s\u00f3sia e admirador do humorista, brincou: \u201cO Bar\u00e3o de Itarar\u00e9 se dizia \u2018her\u00f3i de dois s\u00e9culos\u2019 porque nasceu em 1895. Pois esse segundo s\u00e9culo est\u00e1 no fim e o Bar\u00e3o continua atual. Ao que parece, vai penetrar atrav\u00e9s de suas m\u00e1ximas e m\u00ednimas no s\u00e9culo 21 tamb\u00e9m e virar her\u00f3i de tr\u00eas s\u00e9culos\u201d. Virou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"674\" src=\"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/barao4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-659\" srcset=\"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/barao4.jpg 500w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/barao4-223x300.jpg 223w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/barao4-108x146.jpg 108w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/barao4-37x50.jpg 37w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/barao4-56x75.jpg 56w\" sizes=\"auto, (max-width:767px) 480px, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>M\u00c1XIMAS E M\u00cdNIMAS DO BAR\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>O que se leva desta vida \u00e9 a vida que a gente leva.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>A crian\u00e7a diz o que faz, o velho diz o que fez e o idiota o que vai fazer.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o \u00e9 triste mudar de ideias, triste \u00e9 n\u00e3o ter ideias para mudar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Mantenha a cabe\u00e7a fria, se quiser ideias frescas.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O tambor faz muito barulho, mas \u00e9 vazio por dentro.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>De onde menos se espera, da\u00ed \u00e9 que n\u00e3o sai nada<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pobre, quando mete a m\u00e3o no bolso, s\u00f3 tira os cinco dedos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Tudo seria f\u00e1cil se n\u00e3o fossem as dificuldades.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Este mundo \u00e9 redondo, mas est\u00e1 ficando muito chato.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Precisa-se de uma boa datil\u00f3grafa. Se for boa mesmo, n\u00e3o precisa ser datil\u00f3grafa.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O f\u00edgado faz muito mal \u00e0 bebida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>O casamento \u00e9 uma trag\u00e9dia em dois atos: um civil e um religioso.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Senso de humor \u00e9 o sentimento que faz voc\u00ea rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com voc\u00ea.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;<strong>O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tudo \u00e9 relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro voc\u00ea est\u00e1.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Devo tanto que, se eu chamar algu\u00e9m de \u201cmeu bem\u201d, o banco toma!<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tempo \u00e9 dinheiro. Paguemos, portanto, as nossas d\u00edvidas com o tempo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Negociata \u00e9 um bom neg\u00f3cio para o qual n\u00e3o fomos convidados<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Quem n\u00e3o muda de caminho \u00e9 trem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>O voto deve ser rigorosamente secreto. S\u00f3 assim, afinal, o eleitor n\u00e3o ter\u00e1 vergonha de votar no seu candidato.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Viva cada dia como se fosse o \u00faltimo. Um dia voc\u00ea acerta\u2026<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"599\" src=\"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-658\" srcset=\"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1.jpg 800w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1-300x225.jpg 300w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1-768x575.jpg 768w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1-195x146.jpg 195w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1-50x37.jpg 50w, https:\/\/zozimotavares.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Barao1-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Foto com o poeta Manuel Bandeira,  \u00e0 esquerda (1966) &#8211; Imagem: Arquivo Nacional<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTem algo no ar al\u00e9m dos avi\u00f5es de carreira\u201d. 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