{"id":1023,"date":"2024-08-16T07:50:29","date_gmt":"2024-08-16T10:50:29","guid":{"rendered":"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/?p=1023"},"modified":"2025-04-21T10:02:27","modified_gmt":"2025-04-21T13:02:27","slug":"teresina-nomes-que-se-perderam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zozimotavares.com\/site\/2024\/08\/16\/teresina-nomes-que-se-perderam\/","title":{"rendered":"Teresina \u2013 nomes que se perderam"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Teresina, como se sabe, foi batizada com este nome numa puxada de saco provincial. Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Saraiva, presidente da Prov\u00edncia, para tocar o cora\u00e7\u00e3o do imperador Pedro II, no sentido de angariar a sua simpatia para a transfer\u00eancia da capital do Piau\u00ed, da ent\u00e3o centen\u00e1ria Oeiras para a Vila Nova do Poti, na Chapada do Corisco, em 1852, meteu o nome da imperatriz Teresa Cristina no da nascente cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, o Piau\u00ed n\u00e3o perdeu a mania de bajular figur\u00f5es dando seus nomes a munic\u00edpios e logradouros p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e2nsia desenfreada de homenagear essas personalidades \u2013 alguns ainda vivinhos da silva \u2013 muitas vezes com justi\u00e7a e outras tantas nem tanto, desandaram a passar por cima dos nomes antigos do lugar, dados pelo povo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 50 anos, o professor A. Tito Filho, o cronista da cidade, publicou em seu livro <em>Teresina \u2013 Ruas, Pra\u00e7as e Avenidas<\/em> os perfis dos homenageados com os nomes de logradouros.<\/p>\n\n\n\n<p>Dez anos depois, o cronista, cujo centen\u00e1rio de nascimento ser\u00e1 celebrado em outubro pela Academia Piauiense de Letras, mapeou os logradouros de nomes antigos do centro hist\u00f3rico de Teresina.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2017, escrevi cr\u00f4nica para a revista <em>Cidade Verde <\/em>e acrescentei outros nomes \u00e0 lista de A. Tito Filho, recorrendo ent\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria nonagen\u00e1ria, mas l\u00facida e prodigiosa, do mestre M. Paulo Nunes, ex-presidente da Academia Piauiense de Letras e do Conselho Estadual de Cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis a rela\u00e7\u00e3o, com os nomes atuais entre par\u00eanteses:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Largo do Amparo<\/strong> (Pra\u00e7a Marechal Deodoro da Fonseca. Foi tamb\u00e9m Pra\u00e7a do Pal\u00e1cio, em alus\u00e3o ao antigo Pal\u00e1cio do Governo, ali localizado, no pr\u00e9dio que abriga atualmente o Museu do Piau\u00ed; Pra\u00e7a da Constitui\u00e7\u00e3o e Pra\u00e7a da Bandeira);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua Grande<\/strong> (\u00c1lvaro Mendes, por muitas d\u00e9cadas a maior rua da capital);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua do Amparo<\/strong> (Areolino de Abreu);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua dos Negros <\/strong>(Eliseu Martins);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua do Fio <\/strong>(Coelho Rodrigues);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua Bela<\/strong> (Teodoro Pacheco);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Baixa da \u00c9gua<\/strong> (Pra\u00e7a Landri Sales. Tamb\u00e9m se chamou Largo do Pa\u00e7o, da Na\u00e7\u00e3o e, seguidamente, Pra\u00e7a 15 de Novembro e Pra\u00e7a do Liceu \u2013 batismo popular);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua S\u00e3o Jos\u00e9 <\/strong>(F\u00e9lix Pacheco);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua da Gl\u00f3ria <\/strong>(Lisandro Nogueira);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua da Estrela <\/strong>(Desembargador Freitas \u2013 em 1939, ao trecho entre a Pra\u00e7a Landri Sales e a atual Avenida Maranh\u00e3o, foi dado o nome de Humberto de Campos. Tal denomina\u00e7\u00e3o foi revogada em 1976).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estrada Nova <\/strong>(Rui Barbosa);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pra\u00e7a Uruguaiana <\/strong>(Pra\u00e7a Rio Branco. Foi chamada tamb\u00e9m de Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pra\u00e7a da Rep\u00fablica<\/strong> (Jo\u00e3o Lu\u00eds Ferreira. Foi chamada tamb\u00e9m de Pra\u00e7a Padre Marcos);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pra\u00e7a Aquidab\u00e3 <\/strong>(Pra\u00e7a Pedro II. Recebeu tamb\u00e9m as denomina\u00e7\u00f5es de Pra\u00e7a da Independ\u00eancia e Pra\u00e7a Jo\u00e3o Pessoa);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avenida Get\u00falio Vargas<\/strong> (inicialmente, Avenida Frei Serafim. Voltou \u00e0 primeira denomina\u00e7\u00e3o);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua do Norte<\/strong> (Jonathas Batista);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pra\u00e7a Campo de Marte<\/strong> (Pra\u00e7a Jo\u00e3o Gaioso, mais conhecida como Pra\u00e7a do Verd\u00e3o. Nomes anteriores: Pra\u00e7a da Santa Casa, Pra\u00e7a Conde D\u2019Eu, Pra\u00e7a 13 de Mar\u00e7o e Pra\u00e7a Engenheiro Ar\u00eaa Le\u00e3o);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avenida Circular<\/strong> (Avenida Miguel Rosa \u2013 Joaquim Ribeiro);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua do Barroc\u00e3o <\/strong>(Avenida Jos\u00e9 dos Santos e Silva);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rua da Palmeirinha<\/strong> (Clodoaldo Freitas, chamada primitivamente de Rua do Fogo);<\/p>\n\n\n\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o dos nomes antigos de ruas de Teresina chegou a ser sugerida por Carlos Castelo branco, um de seus filhos mais ilustres e tamb\u00e9m o mais influente jornalista pol\u00edtico brasileiro de sua gera\u00e7\u00e3o, em seu discurso de posse na Academia Piauiense de Letras, em 26 de setembro de 1984.<\/p>\n\n\n\n<p>Em cr\u00f4nica de saudade, ele rememorou a Teresina de seu tempo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Os limites da cidade para n\u00f3s (&#8230;) iam da Rua da Estrela \u00e0 Rua S\u00e3o Jos\u00e9, passando pelas Ruas da Gl\u00f3ria, do Amparo, dos Negros, do Fio, Rua Grande, Rua Bela e Paissandu \u2013 belos nomes que a Academia poderia fixar na mem\u00f3ria urbana, fazendo-os inscrever em placas sem suprimir homenagem atual a ilustres piauienses. Bastaria inscrever aqueles nomes sob as placas para que renascesse um sopro de poesia vindo das funduras do passado<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma sugest\u00e3o que a cidade ainda n\u00e3o teve a sensibilidade de abra\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns anos, a C\u00e2mara Municipal de Teresina aprovou projeto do vereador In\u00e1cio Carvalho, transformado em lei, acolhendo a ideia de Carlos Castello Branco.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas at\u00e9 agora essa lei n\u00e3o passou de letra morta! &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teresina, como se sabe, foi batizada com este nome numa puxada de saco provincial. 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